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Quem escreve? Bárbara Regina
Poema quebrado no frio
Num salão vazio
Esperando que você recitasse
Eu era manhã
cinzenta
Esperando de você a aurora
Um lobo de olhar em brasa
Te vendo em casa
(e o lobo do lado de fora)
E eu era, quem diria
A melodia que
jamais compusera
E eu, que jamais daria
Era o verbo dar
Dizendo assim: quem dera!
Então não vá embora
Agora que eu posso dizer
Eu já era o que sou agora
Mas agora
gosto de ser
(Oswaldo Montenegro)Votação
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Créditos
Post rápido para agradecer ao Palavras de um Grilo pela indicação ao Prémio Lemniscata!
E eu que era mar, virei Lua.
Com todas as fases e todos as caras.
Lua distorcida, Lua deformada.
E eu que era Sol, virei chuva.
E se olhar direito, verá mais do que o concreto,
acreditará na busca pelo intocável e sentirá que o improvável
muitas vezes é o mais óbvio.
"Atenção! Fechem as portas e abram as cortinas, o espetáculo vai começar!"
Nesse teatro público e atores se misturam, todos a agir e a ser observados.
"Calma! Calma, meu bom povo, precisamos nos organizar!"
O intruso tenta obter a atenção
Chegou de última hora e sorrateiramente foi parar no palco principal.
Todos se viram;
"Quem é o estranho que fala?"
De repente o questionador desperta, esteve dormindo e perdeu a ascenção de um dos espectadores.
"Mas isso não era uma apresentação?!"
"Meu caro amigo, diz o senhor da cadeira ao lado, não vistes o cartaz lá fora? Essa peça leva o nome de Vida"
(O diretor anuncia: - Fim do primeiro ato!)
-> Para ser lida ao ritmo da cidade grande.
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Fim do blog. Foi bom enquanto durou.
Paz:
3. Ausência de conflitos íntimos; tranqüilidade de alma; sossego
Amor:
1. Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem, ou de alguma coisa:
2. Sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro ser ou a uma coisa; devoção extrema:
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E é assim que o humor [4. Disposição de espírito] muda [5. Alterar, modificar].
Eu estou bem [3. Felicidade; ventura].
Em reconstrução.

E a minha alma tem o teu perfume vermelho.
E o meu corpo suplica pelo úmido calor que emana de ti.
E ela percebeu que sonhar não era nada além do que simples momentos de prazer.
Por fim, escolheu esses momentos.
Eram melhores do que a eternidade de seu amargo presente.
- E qual o tamanho do seu desejo, mocinha? - pergunta o tocador de flauta.
- Ele é do tamanho da felicidade que as suas notas me fazem sentir.

Ontem à noite, um anjo me contou uma história sobre uma menina.
Ela tinha sonhos, mas não sabia como realizá-los.
Ela tinha vontade, mas seu desejo era muito maior que a coragem.
Ela queria possuir, mas ninguém permitia.
A menina, sonhou, lutou, mas, nem tudo na vida serve de exemplo para alguém que é desacreditado dos seus sonhos.
A menina deixou -fluir- fluiu rio abaixo.
Ela buscou, correu entre a água salgada do mar de estrelas.
Afogou-se no fio leitoso
Por fim, ferveu.
No fervente Marte, se apaixonou pela misteriosa vermelhidão do calor.
Da emoção ao sonho
Ela voltou.
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"Só enquanto eu respirar..."
(Imagem: http://babygray.deviantart.com/art/Kawa-chuu-Note-33170682)
Se cedo te procuro quando tarde - em mim - já estou
Não mais que palavras vãs
Simples, sem jeito.
Foi tudo, o apenas, que restou.
Quando te olhava em mim
Enxergava-te assim
Uma linha reta, sem fim, que me fazia seguir.
Sem medo, sem jeito, sem duvidar.
Mas o que restou?!
Palavras soltas em um caderno de estudante
Se você pára, eu prossigo
Se você canta, eu muda fico
Se você ri, eu desato a chorar,
mas se você diz que me ama, eu pra sempre vou te amar.
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Você não precisa ser completamente igual, basta sentir o mesmo.
♥

Em seu rosto terra, cansaço
- o peso dos anos-
Anos ali, esperando a mudança
Com a dor, feito uma lança
O ardor do suor, pela pele a escorrer
A enxada - a defesa, a força, o trabalho, o ganha-pão-
O sol - início, teto, cansaço, fim-
No olhar, uma esperança
- fina esperança-
De quem esqueceu o que é sorrir

As luzes se apagam
As cortinas se fecham
Sou envolto em uma escuridão total
De repente, esse estranho silêncio invade as quatro paredes
Choro, mas ninguém pode me ver
Grito, mas o som é mudo
Tateio à procura de uma saída
Mas cada vez fico mais perdido
Nesse silêncio não reconheço ninguém, e nessa escuridão estou sozinho
Fecho a porta. Estou em casa novamente.
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A idéia desse texto era pra falar, incialmente, de que, quando entramos em casa, a nossa "máscara" cai e somos verdadeiros, porém, ele acabou tendo um sentido totalmente diferente, acabou falando em estar em uma multidão e perder a sua identidade.
Ou na verdade, nem eu encontrei o sentido.

A Menina da Lua.
Aparece todas as noites de Lua Minguante, trazendo ao céu milhares de estrelas prateadas.
Habita os sonhos de algumas crianças, adultos e até idosos.
Dizem que, quem vê a Menina da Lua em seu sonho, nunca mais sente medo.
Mas o medo é algo essencial para a vida.
O medo nos faz hesitar em alguns momentos e isso é importante.
O medo é um sentimento que 'todos' temos. Algo em comum.
Talvez seja por isso que poucos vêem a Menina da Lua.
E talvez seja por isso também que dizem que não existe uma pessoa viva que a viu.