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Quem escreve? Bárbara Regina
Poema quebrado no frio
Num salão vazio
Esperando que você recitasse
Eu era manhã
cinzenta
Esperando de você a aurora
Um lobo de olhar em brasa
Te vendo em casa
(e o lobo do lado de fora)
E eu era, quem diria
A melodia que
jamais compusera
E eu, que jamais daria
Era o verbo dar
Dizendo assim: quem dera!
Então não vá embora
Agora que eu posso dizer
Eu já era o que sou agora
Mas agora
gosto de ser
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As luzes se apagam
As cortinas se fecham
Sou envolto em uma escuridão total
De repente, esse estranho silêncio invade as quatro paredes
Choro, mas ninguém pode me ver
Grito, mas o som é mudo
Tateio à procura de uma saída
Mas cada vez fico mais perdido
Nesse silêncio não reconheço ninguém, e nessa escuridão estou sozinho
Fecho a porta. Estou em casa novamente.
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A idéia desse texto era pra falar, incialmente, de que, quando entramos em casa, a nossa "máscara" cai e somos verdadeiros, porém, ele acabou tendo um sentido totalmente diferente, acabou falando em estar em uma multidão e perder a sua identidade.
Ou na verdade, nem eu encontrei o sentido.