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Quem escreve? Bárbara Regina
Poema quebrado no frio
Num salão vazio
Esperando que você recitasse
Eu era manhã
cinzenta
Esperando de você a aurora
Um lobo de olhar em brasa
Te vendo em casa
(e o lobo do lado de fora)
E eu era, quem diria
A melodia que
jamais compusera
E eu, que jamais daria
Era o verbo dar
Dizendo assim: quem dera!
Então não vá embora
Agora que eu posso dizer
Eu já era o que sou agora
Mas agora
gosto de ser
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Ontem à noite, um anjo me contou uma história sobre uma menina.
Ela tinha sonhos, mas não sabia como realizá-los.
Ela tinha vontade, mas seu desejo era muito maior que a coragem.
Ela queria possuir, mas ninguém permitia.
A menina, sonhou, lutou, mas, nem tudo na vida serve de exemplo para alguém que é desacreditado dos seus sonhos.
A menina deixou -fluir- fluiu rio abaixo.
Ela buscou, correu entre a água salgada do mar de estrelas.
Afogou-se no fio leitoso
Por fim, ferveu.
No fervente Marte, se apaixonou pela misteriosa vermelhidão do calor.
Da emoção ao sonho
Ela voltou.
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"Só enquanto eu respirar..."