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Quem escreve? Bárbara Regina
Poema quebrado no frio
Num salão vazio
Esperando que você recitasse
Eu era manhã
cinzenta
Esperando de você a aurora
Um lobo de olhar em brasa
Te vendo em casa
(e o lobo do lado de fora)
E eu era, quem diria
A melodia que
jamais compusera
E eu, que jamais daria
Era o verbo dar
Dizendo assim: quem dera!
Então não vá embora
Agora que eu posso dizer
Eu já era o que sou agora
Mas agora
gosto de ser
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"Atenção! Fechem as portas e abram as cortinas, o espetáculo vai começar!"
Nesse teatro público e atores se misturam, todos a agir e a ser observados.
"Calma! Calma, meu bom povo, precisamos nos organizar!"
O intruso tenta obter a atenção
Chegou de última hora e sorrateiramente foi parar no palco principal.
Todos se viram;
"Quem é o estranho que fala?"
De repente o questionador desperta, esteve dormindo e perdeu a ascenção de um dos espectadores.
"Mas isso não era uma apresentação?!"
"Meu caro amigo, diz o senhor da cadeira ao lado, não vistes o cartaz lá fora? Essa peça leva o nome de Vida"
(O diretor anuncia: - Fim do primeiro ato!)
-> Para ser lida ao ritmo da cidade grande.
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Fim do blog. Foi bom enquanto durou.